Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Há 8 anos coletivo organiza a ação dos aposentados

Os ataques constantes de governos a direitos de aposentados fizeram com que essas professoras passassem a se organizar no Coletivo de Aposentadas/os a partir de 2009. Conheça um pouco do que foi esta trajetória

Os aposentados têm lutas que vêm de tempos. Em 2008, o prefeito Olizandro deixa fora do enquadramento do PCCV todos professores aposentados e com direito a isonomia e paridade.

A partir do ano seguinte, esse pessoal começa a se organizar em torno do Coletivo de Aposentadas/os do Sismmar. Participam de manifestações e outras atividades para cobrar o direito negado.

Em novembro de 2009, o prefeito Zezé anuncia que o reenquadramento seria pago imediatamente em três parcelas. Lorota. No aniversário de um ano do anúncio furado, o coletivo faz protesto na Prefeitura com distribuição de bolo para a população.

Em 2011, o Congresso do Sismmar reformula o estatuto e inclui dois professores aposentados na direção sindical.

Sem avanço nas negociações, as aposentadas vão à Justiça requerer o enquadramento. Já ganharam em primeira instância e no Tribunal e Justiça.

Foi nesta época que o Coletivo de Aposentadas/os montou um plano de ação, com linhas de atuação nas áreas de saúde, previdência e qualidade de vida. O coletivo realiza oficinas temáticas e, nesse período, organizou quatro seminários de pré-aposentadoria. O último, em 2016, unificado com o Sifar.

Em 2012, o coletivo decide apoiar candidaturas de professores aposentados para os conselhos do FPMA. Filomena Resner e Madalena são candidatas. Na eleição seguinte, Elecy Luvizon e Irene de Lima ficam na suplência. Em 2016, Elecy é eleita titular do Conselho Administrativo e Márcia Resner, do Conselho Fiscal.

No seu quinto aniversário, o coletivo lança o projeto realizar sua primeira publicação. Promove oficinas para construir os textos e roteiros de entrevistas, com aposentados e com o Conselho Municipal do Idoso. Surge, assim, a revista Quem Luta Faz História.

Em 2015, o Jurídico do Sismmar obtém da Justiça o reconhecimento do período CLT para os cálculos de aposentadoria.

Outra vitória na Justiça favoreceu três aposentadas. Elas deveriam ter recebido o abono de permanência desde o momento em que adquiriram o direito, independente da data do requerimento, disse a Justiça.

O ano de 2016 é marcado pela unificação das lutas com os aposentados do quadro geral.

Vem 2017. Muda a gestão, mas continua o velho hábito de atacar direitos de aposentados. O prefeito retira o abono. Apesar das mobilizações e protestos, Hissam se mostra irredutível. Considera inconstitucional um benefício pago desde 1994.