Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Governo municipal não tem proposta para os servidores

Pela insistência dos sindicatos, governo admite possibilidade de repor inflação. Mas há muito a se avançar. Uma proposta deve ser apresentada em 4 de junho. Servidores fazem assembleia amanhã para avaliar a negociação e encaminhar as lutas

Atualizado às 14h29min

Ocorreu na tarde de segunda-feira, 21 de maio, a primeira tentativa dos sindicatos Sifar e Sismmar de negociar a pauta conjunta, que visa a data-base de reajuste.

Tão logo chegou à mesa de negociações, o secretário de Governo afirmou que naquele momento a única resposta para as reivindicações era NÃO.

A postura do governo não surpreendeu. Seus representantes chegaram à reunião sem dados concretos que pudessem justificar as negativas.

Apresentaram apenas informações genéricas. Afirmaram que a arrecadação está caindo; que a médio prazo a folha de pagamento pode voltar a estourar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Não apresentaram cálculos e tabelas que sustentassem a afirmação.

O secretário de Planejamento não se constrangeu ao afirmar que a Prefeitura se encontra num “vôo cego”, sem planejamento, quase um ano e meio após a posse de Hissam.

O discurso contradiz a propaganda do governo, que, no início do ano, anunciou o incremento de R$ 100 milhões nos fundos municipais e, dias atrás, comemorou o recebimento de R$ 30 milhões do Estado.

Negociação

Com o NÃO na mão, as direções sindicais foram atrás de SIM para cada item. Propuseram conversar sobre as pautas e definir metas e datas para se discutir índices e medidas concretas.

O primeiro avanço foi o governo considerar possível repor a inflação do ano, que está estimada em 2,82% (IPCA).

Os dirigentes sindicais lembraram que os servidores também reivindicam a reposição das perdas de 2016, quando a inflação foi 9,12% e o reajuste ficou em 3%. Também requerem um granho real de 3,9%.

O governo se comprometeu a apresentar uma proposta após fechar os dados do primeiro quadrimestre, em reunião agendada para o dia 4 de junho.

As representações dos trabalhadores insistiram no reajuste mínimo de R$ 100 no vale-alimentação.

Reforçaram a necessidade de que o haja uma proposta para regularizar a situação das promoções e progressões não pagas.

Professoras aposentadas presentes cobraram a incorporação do benefício dos aposentados do valor referente ao abono retirado em 2017.

PCCV

Outro item tratado foi sobre a proposta que o governo está elaborando para os planos de carreiras dos servidores.

As direções cobraram a abertura de diálogo e o direito dos trabalhadores conhecerem e debaterem as propostas em estudo. Reafirmaram que não aceitarão a retirada de direitos do PCCV.

Assembleia

Os servidores do quadro geral e do magistério vão avaliar o andamento das negociações e debater formas de ação das categorias na assembleia que será realizada nesta quarta-feira, 23, na sede do Sismmar.