Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Argentina em greve geral contra o ajuste neoliberal

A Argentina está novamente paralisada. Os sindicatos convocaram uma greve geral de 24 horas, com a qual desafiam novamente o governo por sua política econômica neoliberal

Será a terceira greve que o presidente Macri enfrenta durante seu mandato. Desta vez, os trabalhadores se mobilizam contra o acordo feito pelo governo argentino com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para resgatar de 50 bilhões de dólares (190 bilhões de reais). Além de permitir ao país enfrentar a crise cambiária iniciada em abril, o empréstimo obriga a Argentina a aplicar um duro ajuste fiscal.

Os organizadores calculam que pelo menos um milhão de trabalhadores aderiu à greve, deixando o país sem serviço de trens, metrô, ônibus e voos. Ainda que a convocatória da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) limite-se a uma paralisação de atividades, sem manifestações, setores mais radicais anunciaram que cortarão os acessos à cidade de Buenos Aires com mobilizações.

Os trabalhadores protestam também contra o aumento de tarifas e pedem o fim das demissões da administração pública. Como proposta concreta, os sindicatos pedem a reabertura da negociação de ajustes salariais desse ano, para que se alinhem à projeção de inflação, calculada agora pelo Banco Central em 27%, já que as negociações realizadas no começo do ano fizeram um cálculo de 15%.

Desde a meia-noite, os ônibus não circulam pelas grandes cidades e poucos táxis andam pelas ruas, informa a agência EFE. Também é quase inexistente a circulação de caminhões e em Buenos Aires o trem de mercadorias que faz a ligação entre os dois setores do porto também não funciona. A greve também afeta as entidades bancárias, os escritórios, hospitais (com exceção das urgências) e escolas e universidades públicas, assim como os serviços de retirada de lixo e as estações de serviço.

A paralisação decretada pela peronista CGT ganhou a adesão da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) e a CTA-Autônoma, uma das divisões da CTA, também atendeu ao chamado da CGT.

Com informações de El País. Foto de Eitan Abamovich