Araucária, 25 de dezembro de 2011

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Professora alerta contra propostas que rebaixam a função da profissão

Com palestra da professora Milena Costa (UFPR), teve início a XX Sessão Plenária do Fórum Municipal em Defesa da Escola Pública. A abertura do evento ocorreu na noite de 20 de setembro, no plenário da Câmara Municipal

Antes dos debates, a organização do Fórum ofereceu um momento cultural. Ronald Magalhães fez apresentação musical, com violão e voz, e Milena Caroline da Luz declamou o poema “O operário em construção”, de Vinícius de Moraes.

Na mesa de abertura, entidades organizadoras saudaram os presentes. O Sismmar foi representado por Daniel Lazinho Martello; o Sifar, por Maria Luíza Souza; e o Conselho Municipal de Educação, por Claudinéia Avanzini. O destaque das falas foi para as críticas à ausência do governo municipal, que se retirou do fórum após 23 anos.

Milena Costa criticou as reformas do ensino que estão sendo impostas pelo Banco Mundial (Bird). Ela relatou algumas conclusões do seu estudo sobre o relatório denominado Ajuste Justo, que leva ao extremo as ideias do neoliberalismo.

A proposta do Bird leva ao total esvaziamento do Estado e à precarização de todas as carreiras, explica a professora. Para os professores, a perspectiva é o rebaixamento de sua função, que seria de meros aplicadores de conceitos e conteúdos já embalados em materiais didáticos produzidos pela indústria da educação.

Segundo Milena, esta proposta não exige ter em sala de aula o professor para pensar e propor atividades pedagógicas que condizem com o momento e a realidade do aluno. O professor será um mero monitor. Para os profissionais que desempenham esta tarefa, não é preciso plano de carreira. Abre-se, inclusive, a possibilidade da contratação de professores residentes (estagiários) e de pessoas de “notório saber”.

Professores precarizados têm a serventia de apenas repassar conteúdos mínimos para os trabalhadores servirem de mão-de obra explorada. Isto por que o projeto é subjugar a economia do Brasil aos interesses especulativos do grande capital internacional. 

Aos trabalhadores da Educação não haverá alternativa senão resistir. E não bastará a resistência local. Será necessário que a categoria se levante em todo o país.